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quinta-feira, dezembro 17, 2020

O Capital de Karl Marx


Karl Marx é, por um lado, o teórico da história cujos teoremas têm hoje maior aceitação. A ideia de que as ferramentas e o modo de produção de uma sociedade determinam sua estrutura política e social, e de que o pensamento humano é delineado pelo uso das ferramentas, e as posições morais são formadas por interesses – essas constatações que Marx e Engels reuniram e chamaram de Materialismo Histórico – está presente hoje em muitas ciências, entre elas na Sociologia, Pedagogia, Psicologia, Estudos da Religião, Literatura, Ciências da Engenharia e da Cognição, para citar apenas algumas.

Com relação a O capital, a principal obra de Marx, a situação difere. Por um lado, nenhuma outra obra dentro das Ciências Sociais nos últimos 150 anos incitou de maneira tão intensa o debate intelectual, nem teve um efeito político tão forte. O movimento dos trabalhadores europeus, os revolucionários bolcheviques, os movimentos de libertação do que se chamou de “Terceiro Mundo” – todos eles referiram-se ao Capital de Marx, que não apenas analisou a mecânica fina do capitalismo, mas parecia fazer profecias com relação a seu fim. E justamente por isso nenhuma outra teoria foi ignorada de maneira tão insistente pelo mainstream econômico, sobretudo nos anos de concorrência global entre sistemas.

Hoje, depois do fim da Guerra Fria e na era da crise climática, do subemprego crônico, da desigualdade global, da especulação financeira e de um crescimento debilitado, não são apenas os esquerdistas remanescentes que falam do fim do capitalismo. Dentro das Ciências Econômicas, dissemina-se o uso do termo “estagnação secular”. E na cúpula mundial dos poderosos do capital, cursa a frase: “O sistema capitalista não combina mais com este mundo”.


segunda-feira, maio 04, 2020

Anna Karenina
Liev Tolstoi


Anna Kariênina, escrito por Liev Tolstói, é definitivamente um dos maiores clássicos literários de todos os tempos. Assim como Madame Bovary e Jane Eyre, eu nunca tinha lido, mas sabia, por alto, que era sobre uma mulher forte, uma mulher que abriu caminho para muitas outras na literatura. Eu já tinha visto o filme também, dirigido pelo mestre das adaptações Joe Wright (exceto por Pan), e me apaixonado pelos personagens. Algo me dizia que era a hora.

O livro leva o nome de Anna, mas essa é apenas uma das muitas histórias que acompanharemos, como a genial primeira frase do livro já nos avisa:
"Todas as famílias felizes se parecem, cada família infeliz é infeliz à sua maneira". 
Tudo começa com Oblónski, um servidor público bem do canastrão, que é pego traindo sua esposa, Dolly, com a governanta da casa. Chamam, então, Anna, irmã do traidor, para tentar convencer a cunhada de que nem tudo está perdido. 




sábado, janeiro 18, 2020

Zé Dirceu Memórias



Muitos escreveram sobre José Dirceu, com mais erros do que acertos. Com tempo, na prisão, ele mesmo escreveu a fascinante história de sua vida.
Os bastidores inéditos de sua militância estudantil nos anos 1960, o exílio e o treinamento para ser guerrilheiro em Cuba, a cirurgia plástica que mudou seu rosto, a vida clandestina no Brasil nos anos 1970, a volta à legalidade com a anistia, em 1979, e sua ascensão no Partido dos Trabalhadores, onde se tornou presidente e maior responsável pela eleição de Lula à presidência da República.
Pela primeira vez ele revela segredos dos bastidores da luta política dentro do PT e do próprio governo, onde foi chefe da Casa Civil e provável sucessor de Lula, até ser abatido pelas denúncias do chamado “Mensalão”.
No primeiro volume de suas “Memórias” – outro virá, com novas revelações – ele expõe o que jamais foi dito sobre sua vida e sobre os principais líderes da política brasileira nos últimos 50 anos. Um livro imprescindível para se entender como foi a luta contra a ditadura militar, a redemocratização, a derrubada do presidente Fernando Collor, a oposição aos governos de Fernando Henrique Cardoso, a eleição de Lula e Dilma e o atual momento político do país.




quarta-feira, janeiro 15, 2020

Cinco fatos literários sobre Lula


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aderiu a uma brincadeira nas redes sociais e listou fatos literários ligados ao período de 580 dias em que ficou preso. 
O gênero que mais gosta é o de biografias. “Sou fascinado por biografias. Nesses 580 dias, li as de Tiradentes, Fidel, Mandela, Prestes, Chávez, Putin, Marighella, entre outros”, relatou.
Os romances e não-ficção também têm espaços de destaque na ‘prateleira’ do ex-presidente.
“Meus preferidos nesse período: ‘O Amor nos Tempos do Cólera’, do Gabriel García Márquez, ‘A Elite do Atraso’, do Jessé Souza, ‘A Fome’, de Martín Caparrós, ‘O Petróleo’, de Daniel Yergin, ‘Sapiens’, de Yuval Harari e ‘Escravidão’, de Laurentino Gomes. 

domingo, janeiro 12, 2020

Porque Indiquei o Livro Relações Obscenas


Quem acompanha a política brasileira dos últimos anos e os documentos revelados pelo The Intercept Brasil sente aquela sensação de esperança e fé de que tudo será, finalmente, esclarecido e os responsáveis punidos. 

A Lava Jato foi vendida pela mídia e pela direita como a maior operação de combate à corrupção da história. Más todos nós, que acompanhamos a história de vida do ex presidente Lula, sabíamos que seu objetivo nunca foi combater a corrupção, mas retirar o Partido dos Trabalhadores do poder.

Não tínhamos dúvidas sobre o comportamento antiético do ex juiz Sergio Moro.

E nesse sentido, a Vaza Jato coordenada por Glenn Greenwald confirmou, não só o que sabíamos, mas também mostrou em detalhes como atuavam o ex juiz e os procuradores do MPF para condenar o ex presidente Lula.


Sandra Rezende 


O livro Relações Obscenas é primoroso, em 420 páginas, intelectuais descrevem as relações entre MPF, Judiciário e extrema direita em uma sucessão de análises, juntando os pontos, seguindo as trilhas e dando forma aquilo que norteava nossos pensamentos
Relações Obscenas é uma leitura importante para todos os brasileiros, independentemente, da sua posição política.

sábado, janeiro 11, 2020

Utopia de Thomas More


O livro Utopia, na verdade, remonta a uma ilha imaginária em temas considerados atuais até hoje, como a paz, guerra, finanças, poder, colonização e economia. 
More, que era um diplomata inglês, teria escrito Utopia em maio de 1515 nos intervalos de negociações em Flandres para defender os interesses de mercadores londrinos. 
Na ocasião, havia uma disputa entre o reino da Inglaterra e o príncipe de Castela, Carlos. Ela girava em torno da proibição pelos holandeses da importação de lã fabricada na Inglaterra. 
Embora descreva uma ilha imaginária, Thomas More descreve várias passagens reais da negociação e usa o livro para criticar o rei Henrique VIII. Não escapam à crítica os demais estados europeus, como a França. 
A ilha imaginada por More é perfeita não só na concepção política, com os cidadãos gozando da eficiência do Estado. Sendo assim, a religião também retrata o ideal de tratamento entre os homens. 
Ambos os casos diferem do que ocorre na Europa, que ainda lança mão da colonização para impor a religião cristã. 
More não deixa de criticar a ânsia pela conquista, considerando que Utopia é retratada somente 24 anos após a descoberta da América, dominada, agora, pelos ingleses.